Competição de canoa polinésia acontece neste sábado (17), na Praia de Itaipu, com percursos de 12 e 25 km, trazendo atletas de todo Brasil para um desafio que mistura resistência, técnica e muita navegação.
Neste sábado, 17 de outubro, a Praia de Itaipu, em Niterói, será novamente o ponto de encontro da V1zada. A V1RJ 2026 chega com a 9ª edição para mais uma prova que mistura competição, desafios no mar e algumas das paisagens mais bonitas do litoral fluminense.
E quem conhece a V1RJ sabe: não é uma prova qualquer.
São aproximadamente 25 quilômetros de remada no percurso principal, passando pelas praias de Itaipu, Itacoatiara e Piratininga, com direito a navegar perto de ilhas, costões e formações rochosas da Região Oceânica.
Para quem prefere uma distância menor, a edição de 2026 também terá um percurso de 12 km, alternativa que já fez parte da programação do ano passado.
Uma prova de canoa polinésia em que o mar faz parte do desafio
Na V1RJ, não é só ter força para remar. É preciso saber navegar.
O percurso é conhecido por reunir diferentes condições de mar. Dependendo da direção do vento e da ondulação, os atletas podem encontrar trechos de upwind, backwash e até um pouco de downwind.
É justamente essa combinação que torna a V1RJ uma competição tão interessante. A cada trecho, o atleta precisa adaptar a remada, escolher a melhor linha e administrar a energia até a chegada.
Itaipu, Itacoatiara, Piratininga e uma vista privilegiada do Rio de Janeiro
Se o percurso exige bastante dos atletas, a paisagem oferece uma recompensa à altura.
Ao longo da prova, os remadores percorrem a costa da Região Oceânica de Niterói, passando por cenários conhecidos como a Praia de Itacoatiara, a Praia de Itaipu e a Praia de Piratininga.
Durante a navegação, é possível ver de perto o Costão de Itacoatiara, a Pedra do Elefante e as formações rochosas que marcam essa parte do litoral.
Em diferentes pontos, a vista também se abre para a paisagem do Rio de Janeiro, formando um cenário especial para quem está no mar.
É uma experiência que mistura a concentração de uma competição de longa distância com o privilégio de remar em meio a uma natureza impressionante.
E há uma curiosidade sobre a V1RJ: boa parte das marcações do percurso é feita pelas próprias ilhas (Ilha do Pai e Ilha do Veado), que funcionam como boias naturais.
Em vez de uma raia tradicional delimitada por várias boias artificiais, os atletas usam ilhas e referências geográficas para orientar a navegação. O percurso conta com apenas uma boia artificial.
Isso faz com que conhecer a raia, observar o mar, entender o backwash e escolher o melhor caminho também sejam partes importantes da competição.
Mais de 100 canoas V1 reunidas no mar
Outro momento especial da V1RJ acontece antes mesmo de os atletas começarem a remar.
As últimas edições ultrapassaram a marca de 100 participantes inscritos. Na prática, isso representa mais de uma centena de canoas individuais reunidas para a competição.
Para quem acompanha da praia, a cena impressiona: dezenas e dezenas de embarcações alinhadas, atletas se preparando e aquela mistura de concentração, ansiedade e expectativa antes da largada.
Apesar da disputa por posições, o clima também é de encontro entre pessoas que compartilham a paixão pelo esporte.
Remadores de diferentes equipes e localidades aproveitam a oportunidade para rever amigos, trocar experiências e enfrentar juntos os desafios da raia.
O que é uma canoa V1?
Para quem ainda não conhece a modalidade, a V1 é uma canoa polinésia individual que tem uma característica importante: não tem leme.
Diferente da OC1, outro modelo de canoa individual bastante utilizado no Brasil, a V1 depende exclusivamente da técnica do remador para manter a direção.
Isso significa que, além de impulsionar a embarcação, o atleta precisa utilizar o próprio remo para corrigir o rumo.
Essa característica torna a navegação mais técnica, especialmente quando o vento, as correntes e as ondas dificultam a manutenção de uma linha reta.
Em uma prova longa como a V1RJ, pequenos erros de direção podem representar metros adicionais percorridos e maior desgaste físico. Por isso, o desafio vai muito além da velocidade.
V1RJ 2026 também terá percurso de 12 km
Assim como na edição anterior, a V1RJ 2026 contará com duas opções de distância: a tradicional prova de aproximadamente 25 km e uma versão de 12 km.
A distância menor amplia as possibilidades de participação, permitindo que mais remadores vivenciem o ambiente da competição sem necessariamente enfrentar o percurso completo.
Mas não significa que seja um passeio. Mesmo em 12 km, remar uma V1 no mar exige equilíbrio, domínio da embarcação, preparo físico e atenção às condições de navegação.
Já os 25 km continuam sendo o principal desafio para quem busca testar resistência, estratégia e habilidade em uma prova de longa distância.
V1RJ 2026: quando e onde acontece?
A V1RJ 2026 será realizada no sábado, 17 de outubro, na Praia de Itaipu, em Niterói, na Região Oceânica da cidade.
Informações do evento:
- Data: sábado, 17 de outubro de 2026
- Local: Praia de Itaipu, Niterói
- Percursos: aproximadamente 25 km e 10 km
- Modalidade: canoa polinésia V1
- Largada: Praia de Itaipu, em horário a ser confirmado pela organização
Quem quiser acompanhar a competição pode assistir à movimentação dos atletas na Praia de Itaipu, respeitando as áreas reservadas às embarcações e à organização.
Para conferir novidades, horários e orientações, vale acompanhar o Instagram oficial da V1RJ.
Com muita técnica, resistência, mar desafiador e paisagens de tirar o fôlego, a V1RJ 2026 tem tudo para proporcionar mais uma grande experiência aos apaixonados pela canoagem polinésia.

